¡Ay de aquel que navega, el cielo oscuro, por mar no usado
y peligrosa vía, adonde norte o puerto no se ofrece!
Don Quijote, cap. XXXIV

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terça-feira, outubro 19, 2010
 
JUÍZA DE BARUERI
JULGA URBI ET ORBI


De Cilon Mello, recebo:

Janer, saudações;

Como tu bem colocas nos teus textos, o judiciário brasileiro há muito perdeu completamente a idéia de qual é o seu papel. A maioria dos senhores juízes decide se pôr a legislar, o que por si só é tão triste quanto perigoso, mas então me deparei com essa noticia que mostra o escárnio que virou o nosso judiciário.

http://jogos.uol.com.br/ultnot/multi/2010/10/18/ult530u8459.jhtm

O resumo da história é que devido a um imbróglio legal, a vara cível de Barueri mandou que fosse proibida a venda de um videogame cuja trilha sonora está sob litígio. Esse não é o ponto realmente interessante aqui, o ponto realmente interessante é esse: "Portanto, determino que a Ré Rockstar Games se abstenha da veiculação do jogo em testilha, versão "Episodes From Liberty City", recolhendo os exemplares distribuídos ao redor do mundo."

Tem tantas coisas erradas nessa frase que é até difícil comentar. Os nossos excelentes juízes não só não fazem idéia de qual o seu papel, mas também não fazem a mais remota idéia de como funcionam seus poderes ou mesmo quais são. Da próxima vez que visitar o exterior e for adquirir algum produto qualquer, lembre-se de avisar ao lojista sueco para verificar antes se a justiça brasileira não baniu sua comercialização.

Seria cômico se não fosse trágico.


Meu caro Cilon:

A meritíssima deve ter sido acometida pela Síndrome de Baltasar Garzón, aquele juiz espanhol que decidiu prolatar sentenças para a cidade e para o mundo.